Gás de cozinha fica 7% mais caro a partir desta terça na Paraíba
Destaque ParaíbaO preço do botijão de gás de cozinha de 13 quilos tem reajuste de cerca de 7%. Segundo o presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Paraíba (Sinregas-PB), Marcos Antônio, o aumento ocorre anualmente neste período e está relacionado ao dissídio coletivo dos trabalhadores das distribuidoras.
Em entrevista ao programa Tribuna Livre, da TV Arapuan, nesta terça-feira (15), Marcos explicou que o reajuste não tem relação com a Petrobras.
Segundo ele, o aumento é aplicado pelas distribuidoras e considera, além do reajuste salarial dos funcionários, a elevação de outros custos ao longo do ano, como água, energia elétrica e frete.
“Esse aumento nada tem a ver com Petrobras”, afirmou o presidente do Sinregas-PB.
Reajuste representa aumento de R$ 6 a R$ 7
De acordo com Marcos Antônio, o impacto estimado para o consumidor deve ficar entre R$ 6 e R$ 7 por botijão, considerando o reajuste de 7%.
Na entrevista, ele explicou que um botijão vendido atualmente por R$ 120 terá um acréscimo proporcional ao reajuste aplicado.
O presidente do Simregais destacou ainda que esse tipo de aumento ocorre tradicionalmente no mês de setembro, período que coincide com a data-base do dissídio coletivo da categoria.
Revendedores não são obrigados a aumentar imediatamente
Apesar do reajuste repassado pelas distribuidoras, os revendedores não são obrigados a aumentar o preço imediatamente.
Segundo Marcos Antônio, cada estabelecimento pode ter uma dinâmica própria, inclusive em razão do estoque disponível. No entanto, os custos de aquisição também sofrem o impacto do reajuste.
“Eles não são obrigados a reajustar. Porém, todas as distribuidoras também fazem o repasse do aumento”, explicou.
Ainda de acordo com o presidente do Simregais, a diferença entre os preços pode ocorrer justamente por fatores como estoque e momento da compra do produto.
Reajuste ocorre todos os anos
Marcos Antônio explicou que o reajuste costuma ocorrer todos os anos no início de setembro. Segundo ele, normalmente o repasse acontece entre os dias 1º e 5º, mas neste ano foi aplicado a partir do dia 15.
O aumento, portanto, está relacionado principalmente ao dissídio coletivo e aos custos operacionais das distribuidoras, conforme explicado pelo representante do setor.
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