Desigualdade de renda persiste no Brasil, aponta relatório
Brasil DestaqueO Brasil registrou avanços em áreas, como emprego, renda, segurança alimentar, educação, saúde e meio ambiente, mas ainda convive com desigualdades estruturais que limitam a distribuição desses ganhos entre a população. É o que aponta a quarta edição do relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades, divulgada ontem, no Salão Nobre do Congresso Nacional, em Brasília.
Ao analisar os números referentes ao ano de 2025, o levantamento aponta o agravamento da concentração da renda. O relatório registra que o Brasil chegou em 2024 com um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,805, “ingressando, pela primeira vez, no grupo de países com muito alto desenvolvimento humano.”
Segundo o relatório, no entanto, o rendimento médio do 1% mais rico — que em 2024 era 30,2 vezes superior ao dos 50% mais pobres — passou a ser 31,5 vezes maior, “evidenciando que os ganhos do crescimento econômico continuam sendo apropriados de forma altamente concentrada.”
Agência Brasil




