Associações se posicionam contra MP de Lula que proíbe bets no Brasil

Associações se posicionam contra MP de Lula que proíbe bets no Brasil

Brasil Destaque
27 de Setembro de 2026
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Entidades que representam o setor de apostas se manifestaram contra a Medida Provisória (MP) anunciada nesta sexta-feira (25) pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em São Paulo. Em manifesto, o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e operadoras licenciadas afirmaram que “proibir não é proteger”.

As associações argumentam que a proibição das apostas legais não eliminaria a prática, mas poderia levar os apostadores para plataformas clandestinas, que, segundo elas, não contam com mecanismos de fiscalização e proteção.

“A proibição total das apostas de quota fixa representaria uma ruptura do marco regulatório construído pelo próprio Estado brasileiro e colocaria em risco uma atividade econômica que, desde janeiro de 2025, opera sob autorização, fiscalização e regras definidas pelo Governo Federal”, escreveram.

Segundo as entidades, 31 milhões de pessoas estão ativas em plataformas legalizadas. O manifesto afirma que o mercado regulado possui mecanismos como verificação de idade e CPF, autoexclusão, políticas de saúde mental e restrições para beneficiários de programas sociais.

Ainda de acordo com as associações, cerca de 3 milhões de beneficiários de programas sociais já foram bloqueados pelas plataformas reguladas, enquanto 1,2 milhão de pedidos de autoexclusão foram registrados.

As entidades também citam a atuação contra o mercado clandestino. Segundo o manifesto, o governo já bloqueou mais de 66 mil domínios, mas milhares de sites ainda permanecem ativos e novas plataformas são criadas diariamente. O texto afirma que o mercado ilegal representa 41% do volume apostado no país e poderia concentrar toda a demanda caso o mercado legal fosse proibido.

Diante da medida, as associações afirmaram que “já está adotando as providências cabíveis para reverter a Medida Provisória, levando o caso à Justiça”.

No manifesto, as entidades defendem, em lugar da proibição, o aumento da fiscalização, limites para depósitos e tempo de uso, regras mais rígidas para publicidade, medidas relacionadas à saúde mental e ações de combate aos sites clandestinos.

com informações do G1

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