MPF abre inquérito para investigar ocupações em área de restinga na Praia da Penha

MPF abre inquérito para investigar ocupações em área de restinga na Praia da Penha

Paraíba
17 de Setembro de 2026
5

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou, nessa quarta-feira (16), um inquérito civil para investigar possíveis impactos ambientais provocados por ocupações sobre a vegetação de restinga na Comunidade da Penha, na Praia da Penha, em João Pessoa.

A área investigada integra a Comunidade Tradicional Pesqueira e Quilombola da Penha, que possui certificação e recebe assistência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no processo de regularização fundiária.

De acordo com o MPF, a vegetação de restinga é considerada Área de Preservação Permanente (APP) e exerce uma função importante na proteção da zona costeira. A investigação pretende identificar a extensão dos possíveis impactos ambientais e acompanhar a adoção de medidas para o ordenamento socioambiental e a recuperação ecológica da região.

Investigação

A portaria que instaurou o inquérito foi assinada pelo procurador da República João Raphael Lima Sousa. Segundo o documento, constatações técnicas preliminares apontaram a existência de impactos ambientais e ocupações sobre a vegetação de restinga, levando o MPF a determinar a realização de um diagnóstico mais detalhado.

O procedimento deverá considerar tanto a necessidade de preservação ambiental quanto os direitos da população tradicional que vive na área.

O MPF ressalta, contudo, que o reconhecimento da identidade cultural e a proteção especial assegurada às comunidades tradicionais não representam autorização para a manutenção de eventuais infrações ou crimes ambientais.

A intenção é buscar medidas que permitam conciliar a recuperação da vegetação de restinga com a permanência sustentável da comunidade, levando em consideração as características sociais e culturais da população.

Cooperação técnica

O inquérito poderá contar com a cooperação técnica de instituições e projetos de pesquisa especializados, entre eles o Projeto PREAMAR, para a produção de dados científicos, diagnósticos ambientais e elaboração de propostas de conservação e reordenamento da área.

O MPF também deverá realizar diligências iniciais, com requisições e outras providências necessárias para esclarecer a situação. A investigação seguirá durante a fase de instrução do procedimento.

 

Parlamento PB

You May Also Like!

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *