André Amaral Filho lança manifesto e coloca o empreendedorismo paraibano no centro de sua campanha

André Amaral Filho lança manifesto e coloca o empreendedorismo paraibano no centro de sua campanha

Paraíba
17 de Agosto de 2026
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O candidato a deputado federal André Amaral Filho lançou um manifesto em defesa de quem produz na Paraíba e apresentou o que pretende transformar em uma das marcas de sua campanha: aproximar o Estado de quem empreende, gera emprego e tenta fazer um negócio crescer.

“Quem abre um negócio começa pela papelada. E quem tenta crescer descobre que a porta existe, mas a chave demora a girar”, afirma.

Ex-deputado federal e empresário, André leva para o manifesto experiências que diz conhecer fora da política: fechar o mês no aperto, depender de vendas, fornecedores e prazos. Ele representou a Paraíba na Câmara Federal entre os anos de 2016 e 2019.

No manifesto, porém, “quem produz” não aparece como sinônimo apenas de empresário.

“É o entregador que começa o dia sobre uma moto própria. A bodegueira que abre cedo e ainda vende fiado. A agricultora de pequena propriedade. A costureira que começou sozinha e passou a empregar. Da fábrica com 12 trabalhadores à empresa com 300 funcionários”, aponta André.

O candidato a deputado federal pelo PL tenta reunir diferentes escalas de produção sob a mesma ideia: quem coloca dinheiro, trabalho e risco num negócio sabe o preço de fazê-lo continuar de pé.

O associativismo também ocupa espaço central na proposta. André defende que pequenos produtores e empreendedores ganhem escala por meio da organização coletiva para comprar e vender melhor.

Outra proposta é o debate sobre a gestão das águas da transposição do Rio São Francisco. “Priorizando o consumo humano e viabilizando que o excedente seja motor de mais produtividade”, defende.

A defesa não surge agora. Em 2025, quando presidia a Associação Comercial da Paraíba, André participou de audiência pública na Câmara dos Deputados sobre associativismo e defendeu a organização coletiva como instrumento de fortalecimento do setor produtivo.

Outro eixo do manifesto é fazer a Paraíba transformar dentro do próprio estado uma parcela maior daquilo que já produz.

Leite, frutas, energia e tecnologia aparecem como exemplos de atividades capazes de gerar cadeias produtivas maiores. André também aponta Campina Grande como polo tecnológico com capacidade de disputar mercados para além das fronteiras paraibanas.

A consequência que ele procura colocar no centro dessa discussão é o emprego, sobretudo no interior.

“Quem nasce no interior não deveria precisar escolher entre ficar perto da família e encontrar um bom emprego”, afirma.

Para isso, o candidato defende simplificação de processos, acesso ao crédito para negócios viáveis, fortalecimento de cooperativas e associações, infraestrutura hídrica voltada à produção e formação profissional conectada às vagas existentes e às atividades econômicas que o estado pretende atrair.

O manifesto também evita construir uma disputa entre poder público e iniciativa privada.

“Não quero governo contra empresa. Nem empresa contra governo. Isso é uma discussão velha. Eu quero os dois olhando para o mesmo lugar: emprego, renda, produção.”

O encerramento resume o posicionamento que André pretende levar à campanha pela Câmara Federal.

Depois de citar quem planta, abre a loja cedo, entrega mercadoria, contrata trabalhadores e coloca o próprio dinheiro em um negócio sem saber exatamente como terminará o mês, ele apresenta sua escolha:

“Eu conheço esse lado. E é desse lado que eu quero estar em Brasília.”

E fecha:

“Eu sou André Amaral. E o meu lado é o de quem produz.”

 

Cristiano Teixeira

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