Lula volta a acusar Flávio Bolsonaro de “traição à Pátria” após audiência nos EUA
Brasil DestaqueA Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) divulgou, nesta terça-feira (7), uma nota em que volta a criticar o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, por sua participação em uma audiência realizada nos Estados Unidos sobre as tarifas impostas a produtos brasileiros. No posicionamento, o governo acusa o parlamentar de agir contra os interesses nacionais.
Na nota, a Secom afirma que Flávio Bolsonaro teria defendido pressão internacional sobre o Brasil ao fazer críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Supremo Tribunal Federal durante o encontro promovido pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
“Divergir do governo é legítimo. Convocar uma potência estrangeira a pressionar o próprio país é traição à Pátria. Há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro”, afirmou a Secretaria de Comunicação na nota.
Durante a audiência, realizada em inglês, Flávio Bolsonaro criticou decisões do STF e fez ataques às gestões do presidente Lula e do PT. O parlamentar também declarou que a adoção de novas tarifas sobre produtos brasileiros ocorreria em um “pior momento possível” e avaliou que a medida poderia favorecer Lula em um ano eleitoral.
Segundo a Presidência da República, o governo mantém negociações com os Estados Unidos desde julho de 2025 para tentar reverter as tarifas. A Secom informou que, enquanto Flávio participava da audiência, representantes de ministérios e do Palácio do Planalto realizavam reuniões técnicas com autoridades norte-americanas.
O governo também afirmou que o discurso do parlamentar não contestou os argumentos utilizados para justificar as tarifas e sustentou que a manifestação contribuiu para legitimar medidas consideradas prejudiciais a empresários e trabalhadores brasileiros.
A participação nas audiências públicas promovidas pelo USTR é aberta a interessados previamente inscritos. Após a confirmação da presença de Flávio Bolsonaro no evento, o Ministério das Relações Exteriores também se pronunciou e afirmou que aqueles que contribuíram para a adoção das tarifas deveriam pedir desculpas ao país.




