Hytalo Santos é condenado a pagar R$ 60 mil a ex-seguranças

Hytalo Santos é condenado a pagar R$ 60 mil a ex-seguranças

Policial
27 de Agosto de 2026
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A Justiça do Trabalho da Paraíba condenou Hytalo Santos em dois processos movidos por ex-seguranças que trabalharam para o influenciador.

As sentenças reconheceram assédio moral contra os dois profissionais. Em um dos processos, a Justiça também considerou comprovada a prática de assédio sexual.

As indenizações por danos morais somam R$ 60 mil, sendo R$ 30 mil para cada trabalhador.

As decisões são de primeira instância, não transitaram em julgado e ainda podem ser modificadas por meio de recursos.

Israel Vicente, marido de Hytalo, e empresas relacionadas ao influenciador foram responsabilizados solidariamente pelos pagamentos.

A Justiça também reconheceu os vínculos empregatícios e determinou o pagamento de diferentes direitos trabalhistas.

Os processos tramitam sob segredo de Justiça.

Sentença reconhece assédio

Um dos profissionais trabalhou para Hytalo entre fevereiro de 2023 e março de 2025.

O segundo, que atuava como segurança armado, prestou serviços entre agosto de 2024 e março de 2025.

Em um dos processos, uma testemunha afirmou ter presenciado toques físicos indesejados. Segundo o depoimento, Hytalo teria tocado a nuca e a perna do trabalhador enquanto ele dirigia.

A decisão também destacou que o profissional procurava a companhia de outras pessoas para evitar permanecer sozinho com o influenciador.

Para a Justiça, o comportamento demonstrava o constrangimento enfrentado pelo ex-segurança e afastava a possibilidade de consentimento.

Relatos apontaram condições degradantes

Os processos também reuniram relatos sobre as condições enfrentadas pelos trabalhadores dentro da residência de Hytalo.

Os ex-seguranças disseram que eram impedidos de utilizar os banheiros internos e precisavam recorrer a um sanitário externo.

Conforme a sentença, o local apresentava condições inadequadas de higiene, com fezes, urina de animais e lixo.

Também foram analisados relatos de:

  • exposição dos trabalhadores a atos sexuais;
  • monitoramento por câmeras durante a troca de roupas;
  • acesso indevido ao celular de um dos profissionais;
  • gritos e xingamentos;
  • comportamentos considerados invasivos após o consumo de álcool.

As situações foram consideradas pela Justiça ao reconhecer o assédio moral e fixar as indenizações.

Justiça determina pagamento de direitos trabalhistas

Além dos danos morais, as sentenças determinaram o pagamento de verbas decorrentes do reconhecimento dos vínculos de emprego.

Entre os direitos estão:

  • horas extras;
  • adicional noturno;
  • pagamento em dobro dos domingos trabalhados;
  • férias;
  • 13º salário;
  • aviso-prévio;
  • FGTS com multa de 40%.

Um dos seguranças recebia salário-base de R$ 15 mil e teve reconhecido o direito ao adicional de periculosidade de 30%.

Para o outro profissional, a remuneração mensal foi fixada judicialmente em R$ 4,5 mil. Nesse caso, as verbas trabalhistas foram calculadas em R$ 119.969, além da indenização por danos morais.

Defesa anuncia recurso

O advogado Julio Camargos afirmou que as sentenças foram proferidas em primeira instância e estão integralmente sujeitas aos recursos previstos na legislação.

A defesa de Hytalo Santos nega as acusações de assédio moral e sexual e sustenta que as decisões serão revertidas nas instâncias recursais.

Os advogados também destacaram que os processos tramitam sob segredo de Justiça.

 

Portal Arapuan

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