Justiça afasta prefeito de Caaporã em ação que apura desvio de dinheiro da coleta de lixo

Justiça afasta prefeito de Caaporã em ação que apura desvio de dinheiro da coleta de lixo

Destaque Paraíba
20 de Agosto de 2026
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Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) afastou cautelarmente, por 180 dias, o prefeito de Caaporã, Francisco Nazário de Oliveira (União Brasil) – foto em destaque,, nesta quinta-feira (20), durante a Operação Purgatório.

A ação investiga um possível esquema que teria utilizado estruturas da administração municipal para desviar sistematicamente recursos públicos. O prejuízo atualizado ultrapassa R$ 2 milhões, segundo os órgãos responsáveis.

A operação foi deflagrada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pela Polícia Civil da Paraíba. Ao todo, 12 pessoas são investigadas.

Suspeitas envolvem contratos públicos

As investigações identificaram indícios de fraudes em contratações públicas e dispensas ilegais de licitação. As suspeitas envolvem principalmente a prestação de serviços de coleta de resíduos sólidos.

Os investigadores também apuram possíveis crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de capitais.

Segundo as apurações, a lavagem estaria relacionada à destinação e à circulação dos recursos públicos supostamente desviados.

Buscas acontecem em dois estados

Além do afastamento do prefeito, foram autorizados mandados de busca e apreensão em endereços vinculados aos investigados na Paraíba e em Pernambuco.

O TJPB também determinou o sequestro de bens e valores até o limite do prejuízo calculado durante a investigação.

As medidas buscam interromper possíveis práticas ilícitas, preservar provas e garantir patrimônio para um eventual ressarcimento aos cofres públicos.

Operação reúne diferentes unidades

A investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco/MPPB) e pela Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e à Improbidade Administrativa (CCrimp/MPPB).

A operação também conta com a participação da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/PCPB).

As equipes trabalham para analisar os elementos reunidos e delimitar a possível participação de cada investigado.

Investigação continua

As investigação . Foto: Divulgação/MPPB

O MPPB e a Polícia Civil informaram que as apurações continuam. O trabalho também busca identificar a eventual participação de outras pessoas no possível esquema.

Os órgãos destacaram que as medidas cautelares têm natureza investigativa. Portanto, não representam uma antecipação da responsabilidade dos envolvidos.

A eventual responsabilização será analisada durante o procedimento, com respeito ao devido processo legal.

 

Portal Arapuan

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